quinta-feira, 30 de julho de 2026

Moeda do Brasil de 1874, 100 Réis

Moeda de 100 Réis 1874 do Brasil (Império)

Moeda brasileira de 100 Réis de 1874
Período Império do Brasil
Governo D. Pedro II (1831–1889)
Ano 1874
Material Níquel
Diâmetro 27,0 mm
Peso 10,00 g
Espessura 2,00 mm
Bordo Liso
Valor facial Rs 0$100 Réis (Mil-Réis)
Catálogo KM# 477

Reverso: No centro da moeda aparece o dístico do valor facial "100", tendo abaixo a legenda RÉIS. A composição é circundada pela inscrição "Decreto nº 1817 de 3 de Setembro de 1870", referência ao decreto que regulamentou a emissão dessa série de moedas do sistema monetário brasileiro durante o Império. O desenho destaca a padronização das moedas de cobre e níquel adotadas no período.

Anverso: Exibe o Brasão de Armas do Império do Brasil, símbolo oficial do governo de D. Pedro II, ladeado pela inscrição "Império do Brazil" na parte superior e pelo ano de cunhagem na parte inferior. O brasão imperial reforça a identidade nacional e representa a autoridade do Estado durante o Segundo Reinado.

Observações: A moeda possui fundo liso e ficou popularmente conhecida como Tostão, denominação tradicional utilizada no Brasil para moedas de baixo valor. Atualmente, é uma peça bastante procurada por colecionadores de numismática brasileira, especialmente pelas emissões do período imperial e pelas variações de datas e estados de conservação.

A arte em 1874 representada na filatelia

Enquanto a moeda brasileira de 100 Réis de 1874 entrava em circulação durante o Segundo Reinado, o pintor francês Jean-Baptiste Camille Corot concluía a obra Cigana com Bandolim, reproduzida décadas mais tarde em um selo emitido pelo Iêmen.

O ano de 1874 também ficou marcado pela realização da Primeira Exposição Impressionista, em Paris, considerada um dos acontecimentos mais importantes da história da arte. Embora Corot não tenha integrado esse movimento, sua pintura influenciou diversos artistas impressionistas. Essa relação entre numismática e filatelia permite contextualizar acontecimentos históricos, culturais e artísticos que marcaram uma mesma época.

Selo do Iêmen de 1968 reproduzindo a pintura Cigana com Bandolim, de Jean-Baptiste Camille Corot
Cigana com Bandolim (1874),
de Jean-Baptiste Camille Corot.

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