sábado, 12 de setembro de 2026
Moeda do Brasil de 1938, 100 Réis Tamandaré
1938, ano com a maior produção dessa moeda
| Período | República dos Estados Unidos do Brasil |
|---|---|
| Governo | Getúlio Vargas (1930–1945) |
| Ano | 1937 |
| Material | Cuproníquel |
| Eixo | reverso moeda (EV) |
| Diâmetro | 20,0 mm |
| Peso | 4,50 g |
| Espessura | 1,80 mm |
| Bordo | liso |
| Valor facial | 100 Réis (Mil-Réis) |
| Produção | 8.617.500 |
| Códigos | KM# 536, V142 |
| Siglas | WT – Walter Toledo e CB – Calmon Barreto |
No reverso da moeda, aparece uma âncora enlaçada por uma corrente presa ao arganéu, composição relacionada à tradição naval. Ao redor, estão o valor facial 100 Réis, um arabesco, a palavra Brasil e o ano de 1938. Na parte inferior esquerda, entre os braços da âncora e o planete, encontra-se o monograma WT, correspondente ao gravador Walter Toledo.
No anverso, está representada de frente a efígie do Almirante Marquês de Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil. A inscrição TAMANDARÉ aparece dividida em duas partes. Na parte inferior esquerda da inscrição, encontra-se a sigla CB, correspondente ao gravador Calmon Barreto.
Selo do Brasil
A homenagem ao Almirante Tamandaré não ficou restrita à moeda de 100 Réis de 1938. Sua efígie também foi escolhida para representar uma das personalidades da Série Bisneta, emissão postal brasileira dedicada a vultos célebres da história do Brasil. O selo, colocado em circulação em 1954, registra em papel a imagem do militar que é reconhecido como Patrono da Marinha do Brasil.
Assim, a moeda e o selo permitem observar uma interessante conexão entre numismática e filatelia: em períodos diferentes, a imagem de Tamandaré foi utilizada para preservar e divulgar a memória de uma das figuras ligadas à história naval brasileira.